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    CONGRESSO DOS CORRETORES

    Seguro popular pode ser um aliado para impedir o avanço da proteção veicular

    Seguro popular pode ser um aliado para impedir o avanço da proteção veicular

    A proteção veicular, que atua sem regulação no mercado de seguros – logo, é irregular -, avança mais rapidamente que a promulgação de uma legislação que a proíba ou, no mínimo, regularize-a como uma proteção ao consumidor. Enquanto isso não se torna realidade, quem mais sente os efeitos perniciosos da ação ilegal de associações e cooperativas de proteção veicular são os mercados automotivo e securitário e o próprio consumidor, ludibriado pelas ilusórias indenizações. Segundo o presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), João Francisco Borges (FOTO), a série recessiva pela qual passou o país afetou o setor automotivo mais que outros mercados, propiciando o surgimento da proteção veicular.

    Durante palestra no 20º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, em Goiânia,  Borges definiu os negociadores do serviço ilegal como “vendedores de falsas ilusões”.Para Borges, o seguro de auto é um pilar fundamental para o mercado securitário. Permitir o avanço indiscriminado de serviços não regulados pela autarquia federal que fiscaliza e regula o setor poderá ocasionar em perdas irreparáveis para toda a sociedade, pois, destacou o presidente da FenSeg, sem regulação até mesmo o crime organizado terá espaço para infiltrar-se em associações ou cooperativas que negociam ilegalmente o produto, caso nada seja feito imediatamente para coibi-las.

    “Quem mexe com poupança popular tem os olhos do estado sobre si”, exemplificou, referindo-se à maciça regulação que norteia o setor de seguros, um dos mais fiscalizados e regulados pelo Governo federal. “O segurador está ficando desamparado com o avanço da proteção veicular”, reforçou Borges, para quem o momento exige a união dos principais atores que presentam mercados, governo e consumidores para combater o mal que representa a proteção veicular.

    O presidente da FenSeg elogiou o empenho do deputado federal Lucas Vergílio (SD/GO), autor do projeto de lei (PL 3139/15) que proíbe associações e cooperativas ou clubes de benefícios de comercializarem contratos de natureza securitária.

    Vergílio, que inicialmente não estava na lista de debatedores do painel, foi convidado a subir ao palco e discursar sobre o tema. O parlamentar conclamou os corretores na plateia a comparecerem em peso, no dia 24, às 9h, à primeira audiência pública sobre o PL contra a proteção veicular. “É um problema de todo o mercado”, disse ele, que na mesma linha do presidente da FenSeg, pediu união do mercado contra os que atuam à margem da lei. “Não somos contra a cooperativa que deseja virar seguradora, mas tem de seguir as regras e trâmites da regulação”, concluiu Borges, em seguida ao discurso de Vergílio.

    Murilo Riedel, CEO da HDI – Nos próximos três anos precisamos a reaprender a trabalhar com o mercado de seguros de carro. “A frota segurada de carros até sies anos de uso era de 60% há três anos. Agora é de 40%. Isso mostra como temos de nos adaptar a um novo mercado que sofrerá ainda mais nos próximos anos. Ele citou estudo do Credit Suisse, que revela uma queda significativa de vendas de carros e um aumento da idade média da frota circulante. “A compra de seguro para um carro novo e seminovo faz sentido financeiro para o cliente, que pedem um pouco a urgência com o uso acima de seis anos”. Temos cenário positivo de recuperação econômica, mas temos um mercado de clientes e segurados em mutação. Não podemos nos recusar a ver isso e promover mudanças para adaptar nosso mercado.

    “Temos de pensar fora da caixa. Se não fizermos nada em seis anos acabou. Se não fizermos, outros vão fazer. Se estão dispostos a escutar palestras politicamente corretas e deixar o barco correr, é um grande risco. Vamos nos movimentar. Temos experiência. Assumimos riscos. Vamos mudar juntos, disse Luiz Gutierrez, CEO da BB Mapfre, que fez sua apresentação sentado no chão do palco para estar mais próximo da plateia. “Temos de atender cinco gerações de clientes. O que estamos disposto a fazer? O mundo digital é enorme.”

    Luiz Pomarole, da Porto Seguro, fala sobre o seguro popular, ramo que conta com apenas três seguradoras. A falta de apetite das companhias é uma das razões da proliferação das cooperativas que vendem proteção veicular. “Uma das formas desse seguro deslanchar, além das mudanças na regulamentação prometidas pela Susep para os próximos 20 dias, é que o corretor oferte o produto aos seus clientes. Contamos com vocês”, finalizou Pomarole.

    José Adalberto Ferrara, CEO da Tokio Marine, uma das três que comercializa o seguro auto popular, disse que a companhia é líder de mercado de seguro popular de carro, com 90% de participação, disse ele. “Cerca de 72% são clientes que estavam fora do mercado de seguros.”, informou. Segundo ele, os investimentos em tecnologia feitos pela companhia visam facilitar a vida do corretor. “Desenvolver plataformas é uma forma de facilitar a vida de todos, reduzir custos e aumentar o bolo de segurados”, disse.

    Eduardo Dal Ri, vice-presidente de Auto e Massificados da SulAmerica, rebateu os comentários de porta vozes na abertura do Congresso ontem, sobre a falta de inovação das seguradoras. “Convido a todos a visitarem as seguradoras. Há muita inovação e seria importante que Todos conhecessem”, disse. Ele enfatizou que as seguradoras estão atuando de forma ágil e cada vez mais próxima do corretor, aproveitando oportunidades de inovação para aprimorar processos e produtos e, assim, contribuir para a evolução do mercado de seguro auto.

    Dal Ri ressaltou ainda que a experiência mobile do cliente de seguro auto está cada vez mais rica. “Ele pode solicitar assistência 24 horas sem precisar fazer uma ligação. Por meio de aplicativo, ele acompanha o guincho e tem uma série de serviços à disposição.” (Fonte: Sonho Seguro / CNseg)
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